25/10/2008

Confecções ALVA despede 61 trabalhadores - Mem Martins

Noticia extraída do Diário de Noticias do dia 09/10/08


















Na Fábrica que produz 'airbags', cintos e outros acessórios para carros, parte dos trabalhadores da empresa Alva-Confecções, de Mem Martins, Sintra, estão desde ontem impedidos de trabalhar e circunscritos ao refeitório da empresa, na sequência de um processo de despedimento colectivo. "Pediram-nos para pintar um muro, mas como recusámos, fomos colocados de castigo no refeitório", conta Maria Costa, de 45 anos.

Na segunda-feira, a administração informou que vai despedir 61 dos mais de 200 funcionários, "porque não tem dinheiro nem trabalho", explica a Maria, já com seis anos de casa. "Agora estamos 21 pessoas [turno da manhã] sem fazer nada, algumas com mais de 20 anos de trabalho aqui", queixa-se. "Não nos podem meter de castigo como as criancinhas da escola", reclama também Sónia Pinto, de 27 anos.
Os trabalhadores têm estado em negociações com o apoio da Federação do Sindicato dos Têxteis. "Foi- -nos explicado que a empresa pretende proceder a um despedimento colectivo de parte dos trabalhadores e deslocalizar parte da produção de airbags para a Tunísia, onde já tem uma unidade", explica o sindicalista António Marques. Além de airbags, a fábrica produz cintos e outros acessórios para automóveis. Segundo o sindicato, a empresa propõe indemnizações "com base no salário base, de 432 euros, e no subsídio de refeição, mais 15 dias de vencimento.
Além disso, daria mais 200 euros a quem sair até dia 15 de Outubro", diz. Mas alguns trabalhadores, sobretudo do turno da noite, "queixam-se que os salários têm uma componente de prémios de produção e de subsídio de turno que não está contemplada" na indemnização proposta. "Queremos mais 20%, mas eles não cedem", revela Sónia.
Ontem, também, o deputado António Filipe, do PCP, questionou o ministro da Economia sobre o assunto. O PCP quer saber "que medidas tomou o Governo para impedir o despedimento destes trabalhadores". A CDU Sintra também questionou o presidente da Câmara durante a reunião privada do Executivo, mas ficou a aguardar resposta. Sindicato e administração irão reunir esta manhã para tentar ultrapassar o impasse. "Sabemos que já há alguns trabalhadores disponíveis para aceitar esta proposta e o sindicato acatará a sua decisão", admite António Marques. Quanto à postura da empresa, o sindicalista considera--a "menos correcta" e lamenta a "ordem ilegítima". A situação "aconselha serenidade e calma, e não situações provocatórias como colocar os trabalhadores de castigo", reforça.
Em 2006, a Alva-Confecções exportava sobretudo para Espanha, Suécia, Índia, Malásia, Tunísia e Turquia. Mas o DN sabe que a empresa apresentou resultados negativos de quase 600 mil euros em 2006 e de 640 mil no ano seguinte, uma situação que é do conhecimento dos trabalhadores.




21/10/2008

Vamos comemorar os 237 anos da Feira das Mercês - de 25 de Out. a 2 Nov. 2008















Depois de pareceres negativos das autoridades policiais e da Câmara Municipal de Sintra, sobre a realização da histórica Feira das Mercês, ficou marcada a realização da Feira de 25 de Outubro a 2 de Novembro de 2008.
Pela minha parte fico feliz, por se continuar a escrever história, apenas espero, que para se realizar este evento, esteja realmente tudo preparado, e que no final não sejamos confrontados com as noticias de confrontos, lutas e facas, que tem marcado os anos anteriores.

Vamos todos relembrar o bom cheiro e sabor de uma Carne de Porco às Mercês com uma boa água-pé, o paladar de uma boa Pêra Parda Cozida, o ouvir as brasas de umas boas castanhas assadas, ou simplesmente percorrer o recinto da feira, onde se encontra sempre muita quinquilharia de barro, que era muito usual na tradição saloia.

Ou para quem gosta de história, visitar o antigo solar, onde viveu Paulo Carvalho e Mendonça, o filho mais velho do Marquês de Pombal.

18/10/2008

Feira das Mercês - Morte de mais uma tradição?



A Tradicional Feira das Mercês, de origens muito antigas, realizava-se durante a segunda quinzena de Outubro, numa quinta que pertenceu a Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, situada entre as freguesias de Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro, em plena Tapada das Mercês. Trata-se de uma Feira tipicamente saloia, por lá se vende de tudo um pouco, mas podemos encontrar como grande referencia a "Carne de Porco à Mercês" e as "Pêras Pardas".

Antigamente registava-se grande rumaria de saloios, em busca de noiva, no muro do derrete, ou então em busca de tudo o que a feira tinha para oferecer, boa fruta, boa comida ou simplesmente pelo convívio alegre e bem disposto, que tão bem caracteriza os Saloios...







Mas tudo se alterou...
Primeiro, o betão cercou o recinto da Feira, destruindo praticamente, toda a mancha verde da Tapada das Mercês, e os tradicionais saloios foram trocados por conjuntos de Gangs da Linha de Sintra, ávidos de guerra, de conflitos e desacatos... 
 





























Ajustes de contas, confrontos, armas, disputas, guerrilhas urbanas...


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E deste modo, com todo este tipo de problemas suburbanos, e por algumas questões relacionados com higiene alimentar, talvez tenha morrido mais uma tradição do Concelho, pelo menos em 2008 e 2009, pois a Câmara Municipal de Sintra "não autoriza a realização da feira com base na ausência de condições mínimas de nível técnico, sanitário e de segurança”.


Veremos o que o futuro nos espera...

17/10/2008

Arquitectura "Zé Manel" - Edifício Hospital - Mem Martins

Vou iniciar um post, provavelmente mensal, dedicado à má arquitectura da Freguesia.
Dei-lhe o nome de "Arquitectura Zé Manel", e porquê Zé Manel?

Talvez porque a grande maioria desta má arquitectura se deve a simples "Patos Bravos", Empreiteiros e Construtores Civis, que constroem todo tipo de porcaria em busca de $$ dinheiros $$, e que deste modo deixam a sua marca no urbanismo e na paisagem, de praticamente toda a Área Metropolitana de Lisboa.
Pessoas que a história não guardou o nome, e deste modo ficam apenas conhecidos por "Zé Manel".
Vou aproveitar este espaço, também para criticar alguns edifícios que se encontrem em mau estado de conservação, pelas ruas desta vila.

















A minha primeira referencia vai para o "Edifício Hospital", situado praticamente em frente aos Bombeiros Voluntários, em Mem Martins. Um prédio simples, e de linhas rectas, onde podemos contabilizar 96 apartamentos, divididos por 8 pisos.

Estar dentro deste edifício dá a clara sensação de hospital, com um corredor comprido, cheio de porta de um lado e de outro.

Trata-se claramente de mais um monstro de betão que não se enquadra com a envolvente, nem com as boas regras de arquitectura e Urbanismo.














Mais um bom exemplo da arquitectura suburbana. Como podemos reparar nas fotos, a existência de todo tipo de marquises, que deste modo amplia a área útil da habitação, para o maior numero de utilidades, nem que seja para uma segunda despensa.














Felizmente, encontra-se em bom estado de conservação, com uma pintura aparentemente recente, e fiel ao original.

12/10/2008

"Sintra Forum" substitui "Feira Nova - Sintra"



















Já iniciaram as obras e este vais ser o rosto do Novo "Sintra Fórum", que vai ampliar e modernizar toda a área comercial do "Feira Nova de Sintra" no Alto Forte.

Aqui estão dois esboços do que o futuro nos espera...

06/10/2008

Novo Modelo em Mem Martins













Já está escolhido o terreno onde irá ser construído o novo Hipermercado Modelo, em Mem Martins.

Será na Rua António Feijó, no terreno entre a Rua dos Casais e a Rua Nossa Senhora da Conceição, praticamente em frente à Bomba de Gasolina da Galp.














Segundo informação que recebi, estaria previsto a sua abertura ainda antes do Natal de 2008, mas certamente não será cumprida.


Será certamente mais um duro golpe no comercio tradicional da freguesia, onde praticamente de dia para dia, observo o encerramento de lojas, onde algumas delas com alguns anos de vida.















Será mais uma grande superfície, que certamente dará alguns postos de trabalho à população, mas facilmente será mais uma agressão visual, numa zona de baixo aglomerado populacional, acima de tudo, constituído por moradias e o o que resta de algum espírito rural.

Será mais um obstáculo na ligação entre o IC19 e o centro da Vila, aumentando consideravelmente o transito numa das mais movimentadas artérias da Freguesia.















Assim num pequeno raio de 5 ou 6 km existe 3 Pingo Doce (R.Coudel, Estação, Rua António Feijó), 3 MiniPreço (São Carlos, Estação, Tapada das Mercês), 1 Feira Nova (Alto Forte), 1 Media Markt (Alto Forte), 2 Modelo (Lourel e Tapada das Mercês), 1 Decatlon (Ranholas), 1 Lerroy Merlin (Abrunheira), 1 Staples (Abrunheira), 1 E.leclerc (Algueirão), 1 MaxMat (Tapada das Mercês), 4 Lidl (São Carlos, Tapada das Mercês, Cavaleira, Serra das Minas), 2 Sportzone (Tapada das Mercês, Alto Forte), 1 Rádio Popular (Alto Forte), 1 San Luis (São Carlos), 3 McDonalds (São Carlos, Alto Forte, Tapada das Mercês), 1 Vobis (Tapada das Mercês).

Tudo Isto não é já suficiente?? Como pode sobreviver o Comercio Tradicional???
A Associação Empresarial do Concelho de Sintra como reage a isto? É a favor ou contra?

Rusga em Mem Martins - Casal de São José

















«Cerca de 250 munições, três caçadeiras, três armas 6-35, uma besta, réplicas de armas de fogo, gorros, documentos de uma viatura que tinha sido roubada por carjacking» foi algum do material apreendido, disse à TVI a comandante da Divisão de Sintra da PSP, Anabela Alferes.

Este é o resultado de uma mega rusga, hoje pela manhã, no Casal de São José em Mem Martins, onde estiveram envolvidos 150 agentes de Forças de Segurança.
É pena, que apenas com noticias deste género, se fale da freguesia na TV.


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04/10/2008

Pêras Pardas Cozidas


É sem dúvida uma iguaria única em Portugal. Trata-se da "Pêra Parda Cozida".

É um tipo de pêra que só se encontra nesta região do concelho de Sintra, entre Rinchoa, Merçês, Algueirão, Mem Martins, Pêro Pinheiro, Colares e áreas circundantes. É uma Pereira praticamente em extinção, e já não se consegue encontrar muitos exemplares. No entanto, todos os anos em Outubro, em algumas feiras dos concelho, e mais propriamente na Feira das Merçês, consegue-se ver à venda este tipo de pêra, cruas ou cozidas...

Há que salientar, que se trata de um tipo de fruta, que praticamente não se consegue comer crua.

Cresci a ver a minha mãe e as minhas avós, todos os anos a cozinhar esta pequena delicia gastronomica (pelo menos para mim).
São cozidas com Erva Doce, açucar e um pau de canela.
Depois na altura de comer, podes sempre molhá-las com um pouco de Vinho do Porto... (uhhh). Existem algumas vertentes diferentes, mas base é quase sempre a mesma.

É sem dúvidas um fenómeno de identidade cultural do Concelho... que infelizmente se está a perder, e que acima de tudo os mais novos nem tem conhecimento da sua existência.
Provavelmente, quando alguém sedento de dinheiro, decidir construir algo, nos poucos terrenos onde existe este tipo de árvores, morrerá mais um pouco de história e identidade da Feguesia e do Concelho.

As fotos que aqui apresento, são de uma das arvores, que eu conheço em Mem Martins, e que está bem carregadin
ha de pêras, situada em plena Estrada de Mem Martins...