29/05/2016

OpiniãoAMM: Visão (de futuro) para Algueirão Mem-Martins (AMM).

Texto Nuno Maior
(Movimento (Re) Pensa Sintra)




Muitas vezes questiono-me como será AMM daqui a quarenta anos….

Será que as mudanças radicais que assistimos nas últimas décadas (transformação rural para urbana, abandono dos campos para a industria e serviços) na nossa freguesia, e um pouco por todo o concelho vão ser igualmente radicais nos próximos quarenta?

E de que forma serão essas mudanças?
De facto é difícil imaginar o que nos reserva o futuro. No entanto, conseguimos com relativa facilidade apontar algumas tendências, sendo uma delas a forma como produzimos energia e de que forma a aplicamos.


Neste campo, parece consensual uma modificação para um uso cada vez mais generalizado das energias “limpas” e o aproveitamento dessa energia para a mobilidade. No entanto AMM persiste no licenciamento de postos de combustível numa área saturada deste tipo de oferta. Prova disso mesmo, são as mais recentes bombas de combustível do Jumbo e as obras para (mais) umas bombas de combustível junto ao sopé da Serra de Sintra, em Ranholas (IC30)

Que visão de “futuro” é esta que contradiz toda a tendência energética do futuro? Por toda a Europa multiplicam-se os casos de sucesso de investimento em energias “limpas” e no ramo automóvel elétrico. Pelo concelho de Sintra olha-se para o passado (combustível fóssil) como investimento garante de futuro, ignorando a (r)evolução (já) existente.

Sabiam que em AMM (maior freguesia da Europa?) não existe um único ponto de carregamento de veículos elétricos? O que serão destas bombas de combustível daqui a quarenta anos? Estarão abandonadas e devolutas como tantas outras indústrias por AMM (e arredores) que não souberam acompanhar os tempos?

O que falta para alterar esta mentalidade? Talvez uma agenda ambiental devidamente estruturada e que saiba ser inovadora.

Existe tanta vontade em criar “cluster” de conhecimento, inovação e tecnologia, porque não neste campo?

[Correio da Manhã] O garanhão do Hi5

Ideal para acompanhar as fotos e novidades de amigos, tornou-se também uma ferramenta útil para quem andava à pesca de relacionamentos. Bem, afinal de contas, basicamente muito do que se vai passando agora pelo reino da internet. Foi precisamente através do Hi5 que um estudante de 18 anos conseguiu encontrar um dos dois rapazes que o tinham encostado a uma parede e obrigado a entregar o telemóvel e um leitor de mp3, em novembro de 2005, em Mem Martins, Sintra

Passaram-se dois meses, mas a vítima não esqueceu os rostos dos assaltantes, até que se deparou com a foto de perfil de um deles, em pose particularmente sexy. Dirigiu-se à GNR e explicou que o sensual rapaz o tinha roubado. Foi, então, delineada uma estratégia infalível e peculiar. Os militares criaram um perfil falso, por sinal de uma jovem particularmente atraente, para montarem a armadilha. Adicionaram o ladrão ao grupo de amigos e começaram uma conversa com o suspeito. "Olá, gato..." Julgando estar a falar com a mulher que o levaria ao altar, o garanhão começou a debitar charme, a elencar as suas virtudes e a responder a toda a informação solicitada. Explicou que residia em Rio de Mouro e que tinha por hábito frequentar a Tapada das Mercês, se algum dia a rapariga quisesse encontrá-lo. E assim foi. ‘Ela’ encontrou-o em pouco tempo. Mas ‘ela’, infelizmente, era a patrulha da GNR, não a princesa dos seus sonhos. 

O "gato" tornou-se "rato". Apanhado de surpresa na sua Tapada das Mercês, o assaltante, de apenas 17 anos, confessou o crime. Mas não só. Contou até quem o tinha acompanhado – um adolescente de 13 anos, identificado e entregue aos pais, sem motivos para grande orgulho. Já o personagem principal foi detido e devolveu os bens roubados, que havia guardado em casa. Levado a tribunal, ficou obrigado a apresentar-se duas vezes por semana no posto da GNR. Oportunidades mais do que suficientes para conhecer quem lhe conseguiu dar a volta à cabeça no Hi5. A internet é um mundo fascinante, mas ninguém está a salvo. Muito menos o mais garanhão dos assaltantes. Para a próxima, não custa nada ao jovem fazer-se um pouco mais difícil. Não vá voltar a ser um GNR escondido com o – falso, mas lindíssimo - rabo de fora.

26/05/2016

Questionário: "Quais as emoções no ato de consumo no comércio tradicional e espaços comerciais?"

Emoções no ato de consumo  [clica]
https://docs.google.com/forms/d/1zy_d5WCMTP98amQbYfoFzBLymnEwN3vg90ZpjjFXkC4/viewform?c=0&w=1

Os grandes espaços de comércio têm-se vindo a sobrepor em larga escala ao "old-fashioned" comércio tradicional. Existirá alguma forma de inverter esta tendência e fazer com que os consumidores voltem a preferir efetuar as suas compras no comércio tradicional? Conseguirão as emoções dos consumidores tomar um papel decisivo nesta escolha?
Este questionário visa responder às perguntas acima referidas, integrado na dissertação de mestrado "Quais as emoções no ato de consumo no comércio tradicional e espaços comerciais?" e tem como intuito perceber se será possível que os consumidores da freguesia de Algueirão - Mem-Martins voltem a preferir o comércio tradicional em detrimento dos grandes espaços comerciais.


“Biblioteca de Ar Livre”, no espaço da Matinha de Ouressa

O Clube de Leituras e Ar Livre promove de 30 de maio a 2 de junho a atividade “Biblioteca de Ar Livre”, no espaço da Matinha de Ouressa, em Mem Martins.

A iniciativa decorre das 10h às 17h e promove a apresentação de contos, poemas e textos diversos, para além de disponibilizar livros para leitura no local e muitas outras surpresas.

24/05/2016

A história do horrível crime do Casal da Mata










[Correio da Manhã] Indemnizam famílias por mortes em fogo

Ibrahimmo Valy Ossman, proprietário do lar, também tem de pagar

O Estado e o Instituto de Segurança Social foram condenados pelo Tribunal da Relação de Lisboa a pagar 110 mil euros às famílias de dois dos nove idosos que morreram na sequência de um incêndio num lar, há 16 anos, em Mem Martins, Sintra. Esta indemnização terá ainda que ser suportada solidariamente por Ibrahimmo Valy Ossman, dono do lar. A família de um homem, de 70 anos, irá receber um total de 65 mil euros. Já o filho de uma idosa, de 82 anos, tem direito a 45 mil euros. No acórdão ficou provado que Instituto da Segurança Social sabia que o lar Sagrado Coração de Maria não tinha licença, nem condições, mas que nada foi feito para que os idosos dali fossem retirados. Os juízes desembargadores dizem ainda que o Estado tinha também a obrigação de fiscalizar o funcionamento daquele tipo de espaços. 

"Na verdade, fiscalizando o lar, não podia a Segurança Social desconhecer o perigo que para os respetivos utentes constituía a existência de materiais facilmente combustíveis ao nível do forro, a pintura a tinta de óleo facilmente inflamável que cobria paredes e forro", lê-se no acórdão da Relação de Lisboa, que aumentou 20 mil euros ao valor que tinha sido fixado pelo tribunal de primeira instância. A tragédia ocorreu a 5 de maio de 1999. Um curto-circuito terá originado um incêndio no sótão do edifício, onde os idosos estavam acamados. O processo-crime só chegou a tribunal em 2011 e o proprietário do lar, Ibrahimmo Valy Ossman, foi nessa altura condenado a três anos de pena suspensa. 
http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/indemnizam_familias_por_mortes_em_fogo.html